01/04/2016 - Jovem denuncia Saúde Publica de São Félix do Araguaia e desabafa sua indignação nas redes sociais

01/04/2016 - Jovem denuncia Saúde Publica de São Félix do Araguaia e desabafa sua indignação nas redes sociais

A família da moradora de São Félix do Araguaia – MT, Maria Hilda Soares Campos, usou a rede social para expressar indignação com o problema da Saúde Pública do município, na tarde desta quinta-feira 31 Rafael genro de Maria Hilda falou por telefone com o JREPÓRTER.

 

A situação crítica da saúde no município de São Félix do Araguaia não é muito diferente do restante do Brasil. Na Região do Norte Araguaia é preocupante. Em São Félix do Araguaia, a saúde há muito tempo é alvo de reclamações e a insatisfação chegou com força às redes sociais. Usuários da rede pública afirmam que os problemas são muitos, mas o que mais tem causado transtorno são os casos de urgência e regulação dos pacientes que se deslocam de São Félix à Cuiabá. De acordo com um morador situação da ambulância também tem indignado muito quem mora em São Félix do Araguaia e depende da saúde pública.

 

 

 Veja abaixo na íntegra o desabafo do morador Rafael no grupo “Política em Foco”

 

Olá pessoal. Creio que o objetivo deste grupo é melhorar a qualidade de vida dos moradores e elevar nossa querida cidade... Para isso, precisamos do comprometimento e empenho dos envolvidos na administração das diferentes áreas que articulam o sistema como um todo.

 

A democracia me garante o direito de se manifestar. E queria muito estar investindo tempo neste momento para agradecer ou elogiar o conjunto de engrenagens que compõe nossa cidade, porém infelizmente este não é o objetivo.

 

A constituição federal me garante o seguinte: "A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. Art. 197. São de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao Poder Público dispor, nos termos da lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de direito privado".

 

Em São Félix o que determina a constituição não vem sendo atendido. A denominação mais adequada aos fatos e atitudes seria negligência? Ou será que ignorância seria suficiente? Incapacidade? Ou será que o problema está do doente que precisa de um atendimento digno? No decorrer do texto peço que você mesmo tire suas conclusões!

 

Nos últimos dois dias vivenciei o que muitas pessoas já enfrentaram com a saúde de São Félix. Infelizmente precisamos do atendimento hospitalar da cidade e fomos surpreendidos negativamente pela desorganização desta área.

 

Uma pessoa da família no período da manhã desmaiou e com sintomas de extrema dor de cabeça foi levada até o hospital local. Os sintomas levaram o médico de plantão à suspeitar de um acidente vascular cerebral (AVC). Quase que de imediato surgiu a hipótese de transferência para um hospital da Capital e iniciou os trâmites legais para tal. Somente ao final da tarde o procedimento de Regulação foi finalizado e aprovado. Pela ausência de iluminação adequada, os aviões são impossibilitados de decolar em período noturno. Para tanto, a transferência não pode ser realizada no mesmo dia.

 

Para o dia seguinte, nos foi repassado que a paciente deveria ser avaliada pelo plantonista e dependendo da situação clinica, dar o aval final para transferência. Ocorre que, o dia na nossa região clareia no máximo as 6 da manhã, podendo neste horário já estar iniciando o procedimento de decolagem. Porém, intermediado por uma enfermeira, por várias vezes o médico se recusou a conversar com os acompanhantes da paciente, e informou que para a liberação da viagem, haveria a necessidade do médico regulador (novamente) para avaliar a paciente, sendo então a tentativa de liberação para vôo  neste momento com insucesso. As tentativas perduraram até o encerramento do plantão, porém todas sem sucesso. A conversa com o médico só foi possível ao interceptá-lo ao adentrar em seu veículo, onde ao ser questionado do estado da paciente, o mesmo alegou que era estável. Foi então interrogado em qual momento ele havia avaliado a paciente para chegar nesta conclusão, e o médico disse que várias vezes durante a noite. Ocorre que isso não confere, o médico fez apenas uma visita no início da madrugada, e depois desta a paciente apresentou vários aspectos de agravamento, sendo relato inclusive pela enfermeira responsável pela paciente. Mediante isso, o médico se defendeu argumentando que estaria cansado por trabalhar demais durante a noite. Enfim, a saída da paciente só foi possível depois da iniciativa do novo plantonista.

 

Como se não bastasse, os familiares prevendo que acontecesse o mesmo que já relatados em vários outros casos, conseguiu ajuda de um amigo com veículo para dar algum suporte, e quando este ligou no hospital, foi orientado que o pouso seria realizado na cidade de Santo Antônio do Leverger, e de imediato já se dirigiu para este endereço. Porém, ocorre que o avião pousou no aeroporto de Cuiabá, onde a enfermeira retornou com o avião e a paciente ficou no aeroporto com as acompanhantes sem NENHUM suporte intermediador e nem particular, pois o hospital deu orientação enganosa.

 

Os acompanhantes decidiram por pegarem um táxi particular e se dirigiram até o hospital com um papel entregue pela enfermeira. Chegando lá, o médico que os recepcionou se mostrou irado por não ver a enfermeira acompanhando a paciente e principalmente com o tipo de transporte, onde no estado da paciente, argumentou que deveria estar em uma maca, e não naquelas condições. O papel apresentado ao médico, não dava o direito de receber o atendimento ao qual "foi solicitado" na cidade de origem, pois o documento estava incompleto. O médico repetiu que todos os casos provindos de São Félix chegam nessas condições. O médico falou ainda que não poderia recebê-la, porém devido às circunstâncias, ia "quebrar o protocolo".

 

A paciente permaneceu por um tempo deitada em uma maca de ferro sem nenhum conforto, até que depois de horas nestas condições e nos corredores providenciaram um colchão. Mesmo diante de todas as limitações, os médicos e enfermeiros deram uma aula de profissionalismo, se empenhando ao máximo para a melhora do paciente.

 

Conclui-se com isso que, para um ser humano é profissional, não precisa-se de estrutura, mas sim de comprometimento e amor ao que faz.  Resumi o máximo e peço que tirem suas conclusões.

 

Aos senhores representantes do povo, jamais digam NOVAMENTE que alguém tem que tomar uma atitude quanto a isso, pois isso é OBRIGAÇÃO dos senhores. Enquanto vocês não se posicionarem isso nunca mudará.

 

POPULAÇÃO espero que nunca precisem, porém se precisarem, registrem os casos, pois talvez assim conseguimos pelo menos comover alguns lideres políticos, além da possibilidade de dar continuidade à trâmites legais ao favor dos NOSSOS DIREITOS.

 

Peço nos ajude em oração

Que nos ajude...***.



 

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