01/10/2015 - Líder cita prisão de Silval e diz que Taques não "rasgará dinheiro"
“O nosso Governo não continuará a queimar o dinheiro da população, a rasgar dinheiro dos impostos. Aí está o ex-governador (Silval Barbosa) na cadeia. É preciso mais?”.
A declaração é do deputado Wilson Santos (PSDB), líder do Governo na Assembleia, que criticou o pedido do deputado Emanuel Pinheiro (PR) de retomada imediata das obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT).
Segundo Wilson, o governador Pedro Taques (PSDB) não dará prosseguimento a nenhuma obra que haja indícios de irregularidade, independente do tamanho dela.
“O governador está licitando a contratação de uma consultoria especializada para analisar todo o processo do VLT, porque o TCE, em relatórios e investigações, detectou pagamentos a mais, ilegalidade, irregularidades nas obras”, disse.
Wilson citou que um relatório do Consórcio Planserv–
Além disso, ele afirmou que ainda não se sabe quanto será a tarifa do novo modal.
“Mato Grosso agora tem Governo. Aqui, ninguém vai na corda, não age sob pressão, mas, sim, sob a luz da lei. Nós vamos checar, vamos analisar, e se, entendermos que o dinheiro público deva ser reinvestido, isso será feito”, disse.
“Essa obra é importante para o Estado. No seu tempo certo e adequado será retomado. Mas não sem analisar suas vísceras, abrir esse cadáver e dissecá-lo. Será que lá tem o mesmo 'modus operandi' dos incentivos fiscais? Eram os mesmo agentes, mesmos gestores”, afirmou.
Inimigo número 1

á o deputado Pery Taborelli afirmou que o ex-governador deveria ser investigado pelo crime de lesa pátria. Ele ainda sugeriu que se desista de continuar as obras do VLT e se escolha outro modal.
“Ele é o inimigo número um do Estado e deveria ser julgado pelo crime de lesa pátria que ele e seu grupo cometeu contra a sociedade mato-grossense. Ele matou, por exemplo, crianças quando negou assistência nos prontos-socorros”, disse.
“Vamos acabar com esse VLT. Enquanto se apura, vamos buscar outro modal que saia mais barato. Vamos deixar essa roubalheira. Vamos resistir a pressão de pessoas que falam em continuar uma obra que começou cheia de irregularidades”, completou.
Para Taborelli, o VLT não foi feito para a sociedade, mas para que o Governo anterior pudesse “surrupiar” o dinheiro público.
“Não precisamos de uma obra faraônica que representa o ícone da corrupção, de uma obra que será um elefante branco. A sociedade quer um veículo que atenda às suas necessidades”, disse.
Complexo de inferioridade
Por fim, o deputado Emanuel Pinheiro rebateu as críticas dos dois colegas de Parlamento.
Ele ressaltou que na última segunda-feira (28), o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande afirmou que, mesmo com o contrato suspenso, o modal causa um prejuízo de aproximadamente R$ 1,2 milhão por mês.
Segundo Emanuel, não se pode desfazer de uma obra em que já se gastou mais de R$ 1 bilhão.
“Querem justificar o injustificável. Dourar a pílula com discurso bem elaborado, mas que não representa a realidade. Parem com complexo de inferioridade de achar que Cuiabá e Várzea Grande não merece o melhor, que não temos condição de ter transporte moderno, célere menos poluente”, disse.
“O governador sabe que já tinha sido investido mais de R$ 1 bilhão no VLT. O que fazer com esse recurso? Jogar na lata do lixo e continuar fazendo joguete de factoides? Precisamos entender que o povo quer e precisa do VLT”, completou.
Douglas Trielli
Da Redação

