02/05/2017 - Porque tantos furtos em Barra do Garças?

02/05/2017 - Porque tantos furtos em Barra do Garças?

O delegado adjunto da Derf (Delegacia Estadual de Furtos e Roubos) Wilyney Santana Borges, fala sobre os motivos que levam a prática do furto em Barra do Garças. Em uma reportagem feita no dia 19/04, 132 crimes de furtos foram registrados na cidade do dia 01 de Janeiro até 31 de Março. 

 

Nesta matéria realizada, foi destacado o trabalho das operações integradas realizadas pela Polícia Civil de Barra do Garças para conter o avanço desse tipo deste crime na cidade.

 

Causas

Wilyney disse que o uso da droga está relacionado ao refúgio que o ser humano procura para amenizar crises pessoais. Dentre essas crises, a realidade social faz parte dos motivos que levam ao uso, porém ela está presente em todas as classes sociais.

 

A política criminal brasileira colabora com esse quadro. “Mesmo que um indivíduo seja preso por furto qualificado e tendo antecedentes criminais, dificilmente ele fica preso até que o processo seja transitado e julgado” explicou o delegado. Assim, o jovem volta a cometer novos crimes quando posto em liberdade.

 

Prejuízos

Todo o trabalho realizado pela segurança pública tem um alto custo para o estado. O cidadão paga caro para que esta estrutura seja mantida. Quando ocorre um furto, as equipes de polícia militar, investigadores, o delegado, peritos oficiais criminais e pelo menos um papiloscopista comparecem no local para levantamento de informações. E como já foi dito, todo esse trabalho pode ser prejudicado devido a forma que a política criminal brasileira conduz o fato.

 

Há também o prejuízo psicológico causado na vítima de furto. Quando uma residência é violada a sensação de insegurança toma conta da vítima. Não se trata apenas de uma violação estrutural, mas, sobretudo pessoal. Aliado a esse problema, o prejuízo financeiro é uma consequência, especialmente para pessoas de baixa renda. “É um sentimento de total impotência” completou o delegado.

 

Solução

Uma solução seria implementar a audiência de custódia, pois em 24 horas o acusado é apresentado ao juiz e de imediato pode ser colocado em liberdade ou encaminhado para prisão preventiva. Na maioria dos casos a prisão não é convertida em preventiva. Alguns casos se coloca a tornozeleira. Em outras situações no máximo em 3 dias o acusado já está em liberdade. “Existe aquele sentimento de enxugar gelo” disse o delegado.

 

Mesmo assim, o registro do boletim de ocorrência é importante para desenvolver o plano segurança da cidade e devolver bens que são apreendidos.

 

Atualmente o trabalho da polícia militar tem apresentado resposta rápida. Muitos casos de furtos e roubos foram resolvidos rapidamente. A qualidade do serviço de segurança tem melhorado, devido às novas políticas de concurso público que exigem curso superior. A estratégia de trabalho da Secretaria de Segurança Pública por gestão gerencial garante maior controle das atividades e dos resultados apresentados pela polícia.

 

Wilyney ainda disse que concorda com a internação, voluntária e compulsória, quando o dependente apresenta risco à sociedade. Mas reconhece que o acesso a essas clínicas é difícil. O surgimento de CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) tem ajudado bastante, mas a quantidade disponível de clínicas ainda é insuficiente. Os trâmites legais para internação compulsória dependem de autorização judicial, o que pode tornar o processo demorado. Clínicas particulares são boas alternativas, porém o custo sempre é alto.

 

Apesar desse quadro, a região do Vale do Araguaia estatisticamente apresenta os melhores índices de furtos e roubos entre as demais 13 regionais do restante do estado. 

 

 

Por Fernando Lino/Da Redação

Foto: Semana7 



 

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