Denúncia grave envolvendo um vereador em Serra Nova Dourada, cidade que fica na região Norte Araguaia, trata-se do vereador Valdenor Carvalho de Brito que foi eleito pelo Partido Social Democrático (PSD), com 78 votos nas últimas eleições. Valdenor tem 39 anos e é natural de São Félix do Araguaia e segundo informações mora no Projeto de Assentamento Rocandor a 25 quilômetros da cidade deAlto da Boa Vista.
A Senhora Maria Aparecida Almeida de Sousa, relata que o seu esposo Antonio Lopes Wanderlei de 67 anos foi induzido pelo vereador a ir o banco no ano de 2012, segundo a denúncia o vereador disse que precisava abrir uma conta, e pediu R$ 300,00 (trezentos reais), emprestado, após a abertura da conta Valdenor teria procurado seu Antonio e apresentado documentos para um empréstimo no valor de R$ 5.000,00 (Cinco mil reais), no qual o idoso seria o avalista.
A esposa relata que Valdenor Brito nunca pagou o empréstimo, mas o pior ainda estaria por vir quando o casal precisou adquirir um crédito para pagar a faculdade dos filhos, descobriram que os seus nomes estavam inclusos no Serasa, e o pesadelo aumentou mais porque ao verificar a situação dona Maria Aparecida acabou sabendo que ao invés de 5 mil reais, Valdenor teria feito um empréstimo no valor de R$ 20 mil reais, como avalista e com o nome nos órgãos de proteção ao credito seu Antonio ficou impossibilitado de fazer qualquer empréstimo.
Procurado pela família Valdenor se comprometeu a renegociar a divida e ao invés disso, segundo Maria Aparecida ele contraiu outro empréstimo no nome do seu esposo no valor de R$ 17.800,00 (Dezessete mil e oitocentos reais), a família diz que já procurou o vereador por diversas vezes, mas ele não resolve a situação, eles dizem que ele tem condições de pagar, mas não procura quitar o débito e enquanto isso o senhor Antonio Lopes continua com o nome no Serasa e nesse momento saiu de casa e está morando na cidade de Barra do Garças, para que não tenha contatos com o vereador que freqüentemente é visto em Alto da Boa Vista.
Cansados de promessas não cumpridas as vitimas procuraram a Delegacia de Policia de Alto da Boa Vista e registraram um Boletimde Ocorrência com o número: 2015.123521, no dia 04 de janeiro de 2015, e com isso eles esperam que toda essa situação tenha um desfecho positivo o mais rápido possível.
TENTATIVA DE CONTATO
O agencia da notícia tentou por várias vezes contato com o vereador Valdenor Brito por dois dias seguidos, mas o seu telefone não atendeu em nenhum momento, fomos informados pelo também vereador Joelson Pereira Dias presidente da Câmara Municipal deSerra Nova Dourada que o telefone em que ligamos é realmente o do vereador Valdenor e que onde ele mora é muito difícil para falar via telefone celular.
A CÂMARA
O Presidente da Câmara Vereador Joelson Pereira Dias, informou no primeiro momento que precisava consultar o departamento jurídico e via aplicativo no celular o presidente respondeu dizendo que o jurídico da câmara respondeu dizendo que nesse caso não tem motivos para cassar o mandato do vereador porque é caso particular e, portanto não envolve o legislativo do município.
POLÍCIA
A polícia informou que para dar prosseguimento é necessário alterar a natureza do Boletim de Ocorrências (B.O.), que foi registrado como preservação de direito e nesse caso segundo a polícia fica arquivado, ou seja, não tem continuidade e seria necessário procurar o advogado ou defensor público para que o processo seja dado andamento no Juizado Especial Civil. Outra opção é que a denunciante no caso dona Maria Aparecida altere a natureza para estelionato e nesse caso ela terá que apresentar provas. O agente da Polícia Judiciária Civil de Alto da Boa Vista que pediu para não ter o nome identificado disse que se a informante tiver interesse pode procurar a delegacia da cidade para alterar ou registrar outro boletim como estelionato.
A LUTA PELA JUSTIÇA
Mais uma vez em contato com dona Maria Aparecida ela afirmou que no dia que registrou o B.O. pediu para que a natureza fosse à criminal, ou seja, estelionato, mas foi orientada a registrar como preservação de direito e continuar o processo na defensoria pública, mas passado um ano nada foi resolvido até o momento e inclusive nos relatou que vai retornar a delegacia para registrar novamente o boletim com a natureza estelionato.
Agência da Notícia com Renato Borges