14/08/2015 PM morreu para salvar filhos, diz esposa em depoimento

14/08/2015 PM morreu para salvar filhos, diz esposa em depoimento

A esposa do tenente-coronel da Polícia Militar, Helton Wagner Martins, negou em seu depoimento que o policial teria reagido a ação dos assaltantes que invadiram a residência do casal no último dia 8. A tentativa de assalto terminou com a morte do PM e ferimento de sua mulher.

 

Ainda muita abalada, C.M.M prestou declarações na unidade hospitalar, onde está internada, em Sinop. Ela contou, que por volta das 18h30, daquele sábado, estava com o marido na frente da residência, no bairro Jardim Maringá II, regando a grama, quando viu um rapaz correndo e falou para o marido "corre que é assalto. Ela contou que entrou na casa e em seguida o marido chegou rendido por três rapazes armados.

Segundo a vítima, na casa estava ela, o marido, seus dois filhos de cinco e 16 anos, e a sobrinha de 16 anos. O militar e as crianças foram colocados dentro do quarto do meio, sendo vigiados por um dos assaltantes, e ela foi colocada no chão da cozinha enquanto um dos suspeitos juntava objetos da casa. Depois, conforme a vítima, foi arrastada pelos cabelos até o quarto onde estavam os demais membros da família. Instantes depois, o suspeito que vasculhava a casa encontrou a farda do militar dentro do armário, no quarto do casa e gritou "mata esse ....que é polícia".

Logo em seguida o menor, V.Z., entrou pegou a arma do comparsa e atirou na direção do militar. Para protegê-lo, a vítima contou que se colocou na linha de frente dos disparos, sendo atingida por um tiro no braço direito.

 

Mesmo assim, contou a vítima, o adolescente continuou atirando e seu marido saiu agachado para tentar evitar que os tiros acertassem nos filhos. Ela conta que o marido caiu no corredor e os assaltante fugiram correndo. Em seguida, foi até o marido e o encontrou caído no corredor e ainda tentou socorrê-lo no colo e seu filho mais velho correu para pedir socorro.

A vítima reconheceu os adolescentes H.A.S e V.Z e arma de fogo apreendida, como uma das armas usadas pelos infratores.


Elucidação do crime

 

Os assaltantes, sendo três menores com idades entre 15 e 16 anos, e o maior Ronaldo Faleiro, 23 anos, foram apreendidos e preso poucas horas depois do crime, pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), da Polícia Judiciária Civil, de Sinop.

 

"O delito todo foi elucidado em menos de 5 horas, com arma do crime e o veículo apreendidos", disse o delegado da Derf, Marcelo Carvalho, que reforçou a participação do serviço de Inteligência da Polícia Civil de Sinop, apoio dos delegados Pablo Borges, de Sorriso, Ugo Angelo Rech de Mendonça, adjunto da Derf, e do delegado Sérgio Ribeiro, junto com as equipes de investigadores e escrivães, das unidades.

O menor, V.Z., de 15 anos, e executor dos tiros que mataram, o militar foi encontrado na casa da avô, no município de Santa Carmem (531 km ao Norte) junto com arma do crime. Os três outros envolvidos foram encontrados em Sinop.

 

A caminhonete usada pelos infratores, vista pelos vizinhos rondando o bairro, também foi apreendida.

Conclusão

 

O delegado Marcelo Carvalho informou que o inquérito policial deve ser encaminhado à Justiça, na próxima semana. Os menores irão responder ato infracional de latrocínio consumado e tentativa de latrocínio e o maior pelos mesmos crime e corrupção de menor.


"Os adolescentes estão no presídio feminino, numa ala para adolescente. Hoje tem uma audiência para o juiz determinar a internação. O maior está na penitenciária Osvaldo Florentino", disse.

O tenente-coronel PM Helton Wagner Martins atuava há 7 anos em Sinop e tinha 22 anos de carreira na Polícia Militar de Mato Grosso. A Secretaria de Segurança Pública emitiu nota afirmando que não aceitará ataques a policiais, que são o seu maior patrimônio, e prestará todo o apoio necessário à família do militar.

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